7.11.13

Rebento














Depois do parto,
transfiro-o do quarto
para a luz natural...
Para que vingue.
Para que seja.
Para que arda.
Para que luza
e conduza, com vigor,
calor de amor virginal.
A quem vier,
A quem quiser,
daqui,
de além,
de além de além...

Sonho dos meus sonhos maviosos!
Resumo do meu eu estrangeiro!
Pássaro do ninho do meu peito amante!
Vai! Evade-te do meu bem,
sem dó do meu olhar pluvioso!
Voa! Cumpre a tua missão
de aventar meu coração...
Só não finques raízes no azul imantado,
como eu, filho meu...
E olha fundo nos olhos de quem,
porventura, abraçar-te em pleno ar.
E beija muito, muitos...
E acalenta! 
E alimenta!
Faze feliz, asas de jiz!

E, meu livro primeiro,
não esperes coisa nenhuma
além de ser lido vivo,
e inteiro...

jiz
Poema revisado por Rubenio Marcelo
Declamado por Ana Cristine (foto), aluna da professora Luzia Câmara - CG/MS 

2 comentários:

  1. Maravilhosa trajetória..... conceber assim é pra poucos.... que ele encontre um coração por quem bater, e muitos para beijar. Lindo demais

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  2. um voo acalentador esse poema com as asas de J.I.Z! Lindo.

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