7.10.13

Sempre


sempre

quando reencontro velhos amigos
e neles não percebo mais suas crianças,
nem alegres, nem sofridas,
ela, a minha guia-estrela, 
se me chora no ombro.
e quando enfim eu encontro
um fiapo de infância
num só adulto que seja,
ela me sorri, bem aqui...
e me faz enxergar com clareza
o que mal-e-mal vejo.
intocável leveza.
encantadora de elefantes.
doçura das doçuras
que me convoca a evadir-me
pra dimensão onde a alegria pelo singelo
é mais do que fino vinho
e a poesia, mais, muito mais do que pão.

a vida toda é a minha nina
quem me nina toda a vida...





jiz

Arte: gabor dvornik.
Desafio poético by Tania Contreiras



Um comentário:

  1. Uma leitura de imagem pra lá de especial. De poeta grande...

    Beijos,

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