25.6.12

EMBARRO(S)-ME VI


Foto: Francisco Alves Filho

Havia mais plantinhas
no jardim da minha infância,
colorida eternidade que passou como os voos
que assisto da minha janela de sonhar...
Lá eu apalpava barulho de rio sem pressa de voltar...
Tinha fumaça benta nos dias de temporais,
cheirinho gostoso de Fé, terapêutico até...
Aquelas velas e orações inda protegem
meus medos de hoje em dia...
Lá, onde o mal passava rente às nossas cabecinhas
e nem percebíamos porque contávamos conchinhas...
Sabe, coração, a saudade é quase doída,
não de mim, mas dos detalhes dos inesquecíveis amores...
Todavia, aqui tem a poesia mestral
que me leva de volta à tudo aquilo que pra vida me abria...
Aqui tem o poeta Manoel lançando sementes de flores
às noites campo-grandenses...
E sobre meus sonhos latentes...


JanetZimmermann
CG_MS

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