23.5.12

MESTRE


À Manoel de Barros

Teu canto alvorece minha menina.
Teu canto arvorece minha inocência.
Num revoar carregado de manhã, tu me recrias...
Antes da tua genialidade cândida, bem-te-vi, eu não me expressava verdejada...
Sem teus ruídos brincantes nos meus galhos, eu não seria árvore de chão...
Eu seria uma asinha cega, sem rumo, ensejando coração.
Hoje estou acordada de natureza...
Carrego comigo esta mimação...

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