24.4.12

UM SONETO À POESIA


 













Sinto o desperdício me tomar
Neste feroz labutar...
Tua beleza ficou de lado, como uma dor,
Espreitando meu mau humor.

Sem vaga nas rápidas horas,
Sinto tua falta, musa senhora,
Pois clareias meus mil pedaços
E me expõe em asas sob os astros...

O que fazes de mim, afinal?
Escrava escrevente de céu e de mar,
Ou apenas me salvas do triste real?

Só sei que te necessito, noite e dia,
Bem amada universal, assim como o ar.
Ó metade minha, amo-te, Poesia!



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