26.4.12

E...












[Sebastião Salgado]


passará como um voo,
noite,
que faz da poça
redonda e nua,
encardida lua...

e o amanhã,
sofrível ou não,
virá,
regando sonhos,
rasgando sonhos,
parindo rosas,
desnudando corolas,
amalgAmando afetos,
abortando olhos,
velando outros mil
e iluminando o dia de garça,

e o amor,
objeto da graça,
virá em ação,
levando abrigos,
doando sorrisos,
ouvindo o coração
do lanhando irmão
que passa, arrastando
a
car
caça,

e o anjo mau,
virá assumido,
vampiro do mal
ou fingido amigo,
que passará,
levando pro umbral
sombra e umbigo,

e a dor,
palmatória da vida,
virá renhida, porque escolhida.
porque a escola circuLar
não cessa de ensinar...

passará como um voo,
noite,
que faz da lata
amassada e nua,
quebrada lua...


jiz




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