12.3.12

NA LUA DO MUNDO

Em poesia,
o que se sonha é vida
e o que se vive é morte.
Vida em morte em vida...
Todo o poeta apaixonado fica sem norte
pela musa literária...
Vira refém da peculiar solidão
dentro da própria pátria...
Como uma fera enluarada,
vive ardendo na prateada prisão,
impregnada de alvura...
E goza distraído nas alturas
deste brilho embriagado...
Todo o poeta, este ente
bem ou mal amado,
preza viver dependente
desta alquimia encantada.

Porque ser poeta é habitar o segundo andar lunar...

Imagem: Nasa

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada pela leitura, João Henrique! Um abraço!

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  2. Lindo Janet.
    Isto então de "habitar o segundo andar lunar" me pegou.

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    1. Quanto me honra sua presença neste humilde chão, Jair, obrigada! Sei que és um grande poeta, de corpo e coração...

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    2. Gosto de como expressa a vida através do que escreve.
      Quanto a mim, sigo tropeçando aqui e ali e disso surgem, às vezes, coisas que posso compartilhar com prazer.

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  3. "habitar o segundo andar lunar"... bela definição. Parabéns pelo seu "fazer" poético.
    Luiz Cláudio

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