14.1.12

TE VI

Sobre o livro N(ó)stálgico do Bruno Bossolan (@MauditoPoeta)

Do caos,
Do quarto imundo,
Da garrafa quebrada,
Daquele bolor nauseabundo,
Da fera escrevente,
Da ferida purulenta,
Do maldizente, 
Daquela literatura em carne crua, 
Avistei uma ternura...

Naquela poeira,
Entre a teia,
Em meio à singular sujeira,
Abriu-se-me, num repente,
A mais pura brancura...

Na sua condição luzente, 
Vi o menino 
Liberto da corrente... 
Vi o anjo 
Dentro do cisne...
Vi um homem 
Resplandecente!

No ponto final, 
Poeta bendizente, 
Te vi... 

#jiz










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