4.1.12

NO QUINTAL DO PANTANAL

[Fazenda Baía Grande - Facebook]



Observo o quintal pantanoso.
A calmaria do rio me fascina...
Fico imaginando quanta energia explode,
neste momento, dentro daquele silêncio...
Penso nas maravilhas que fervilham
entre a seiva da vida...
Sei que no fundo daquele mistério
existe um submerso jardim
onde brotam tufos de cores, de brilho,
de diversidade sem fim...
Que as arraias, na autodefesa,
provocam poeira na estrada encharcada...
Que as pedras decoradas pelo aveludado tapete
confundem-se com as várias espécies...
Que lá, naquele céu despencado,
os passarinhos subaquáticos deslizam suas purezas
entre o verde movido pelas correntezas,
alheios à maldade do homem deserto,
do sem-coração...
Que lá, naquele imenso alagado,
só se mata um irmão
só mesmo pela fome alargada...
Que lá, no mato debaixo, decerto,
vive um poema, um canto, um hino,
onde Deus também deve gostar de morar...
E que agora, sem pressa, 
o rio empurra meu pensamento pr'água do mar, 
onde minh'alma se espalha
naquele infinito espelho,
naquele outro amor divino...

jiz

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