19.11.11

DO COMEÇO

Desligo a porta do quarto e a luz do abajur ao lado.
Ouço a confusão das folhas secas ao ar agitado...
Tento não pensar na lua imensa e prateada, inquirindo câmera e poesia...
Meus corpos fatigados procuram jeito na cama. 
Pela janela, fachos dourados entram sem pedir licença...
Luzes e sombras misturam-se em tênues rendas, e bailam às vitrines dos meus olhos distantes, e invadem meus pensamentos desejosos de esquecimento.
Volto. Respiração e silêncio procuram sintonia.
Pelas famílias da terra, razão e coração irmanam-se na Fé.
Agora sou paz e esperança de canto novo e miúdo no pé da janela.
Então ele vem...
Da vontade sublimada da palavra, o poema nasce...
Como sementes lançadas à terra, versos brotam do branco chão...
De onde vem a idéia inicial?
De que nascente vem a gota principal que toma meu pensamento e move meu pulso em agitada compulsão?
De onde vem isto que revira meu sentir, que me vira do avesso e me expõem tal qual eu sou, sem que sinta pudor algum de extremada nudez?
Vem da mera intuição?
É nata criatividade?
Hiperatividade?
Inspiração do céu das redondezas?
É mediúnica claridade?
Poesia seria recado dos anjos?

Enquanto as sombras girantes não dormem, meu coração permanece onde as estrelas dançam ao capricho das águas...

jiz



 Monet - Effet de Nuit




Um comentário:

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