2.11.11

ALERTA MÁXIMO

tem horas, como agora,
que a vida me é demais.
é-me muito este moinho de vento.
a vida derrama-se além
o meu parco entendimento.
seu excesso me alucina.
pensá-la paralisa-me
qualquer idéia de movimento.
gela-me a boca do estômago.
revira meus inquietamentos.
petrifica os olhos do meu pensamento.
a  b  s  o  r  t  a  -  m  e  .
sinto-me um nada
do nada que nada estou.
aqui não ouço o alegre cantar dos passarinhos,
somente das folhas secas rolando
pelos sepulcros do tempo.
aqui há perfume de rosas 
e nem sequer existe verdejante jardim...
neste local não há sol enluarado
nem estrelas fumegantes.
onde colocaram nosso azul inseparável?
pra onde nossos abraços?
pra onde os sonhos?
neste cemitério só existe vocês distantes de mim...
com todo este silêncio esbugalhado,
perco-me no deserto que me toma por completo.
estremeço.
sinto falta de pele imediata.
única música que ouço
é a percussão do meu próprio coração
alertando-me ao perigo iminente.
liquefaço-me pra poder voltar...

#jiz
2011-dia dos finados









3 comentários:

  1. Que seja então excesso de poesia a te alucinar! Ás Lindas e tristes poesias aplaudimos de pé!"Clap, clap, clap!"

    Beijos Janet.

    Hosamis.

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  2. Misturadas ao excesso de saudade, por aqui tem alucinada poesia também, Hosamis... Grata pela visita, querida amiga!! Bj-bj!

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