6.10.11

INSPIRAÇÃO


Não é somente
olhar pr’aquela flor esverdeada sobre a mesa
e sair descrevendo o verde
do seu talo,
dos seus braços
e das folhas
analisar a espessura
da verde nervura
ou da verde lisura,
ou decifrar a qualidade
daquela  jacente semente...

Inspiração é contornar a delicadeza.
É dar voltas e mais voltas sobre a mesma
e namorá-la...
É ofertar flor a flor...
É descobrir a sutileza
do brilho que o instante reduz
de mais profundo
naquele verde de verdever,
na verdelância verdelente, verdeluz...

É a intuição,
é o insight,
é a magia da palavra
ou uma velha lembrança,
seja boa,
muito alegre
ou maldita cruz.

Inspiração é o verso que fulge
feito criação
numa canção sem som,
sem lira,
sem teclado,
sem violão...

É a vibração que plasma
no sentido da visão,
é o completo estado de paixão
que brinca com a palavra esverdeada.
É a falação que brota folha dentro do cérebro
e afeta o ritmo do coração do poeta.

Inspiração é sentir à flor da pele verdejante sensação.

Por ora é o que me aflora...


jiz
06102011




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