13.10.11

DESAPEGANDO










Hoje não desejo ser grande,
nem artista,
nem famosa,
nem sereia...
Não desejo ser a mais bela,
nem almejo o perfeccionismo da super-mulher
nem o brilho da mulher-maravilha...
Não me permito ser ativa
e nem de longe a última azeitona,
nem a primeira da fila,
nem a mais solícita,
disso tenho certeza...
Confesso que já quis,
que já fui miss,
super-moça,
super-mãe,
super-mulher...
Olho pra tras e rio dos meus tolos desacertos...
Hoje trabalho meu íntimo viver
para tornar-me um simples-ser,
esvaziado do muito querer...
Única grandeza a qual me permito crer
é a imensa felicidade d’alguém me ler,
porque fazer poesias às moscas ou às gavetas
me passa um quê de melancolia...
E, no que mais insisto hoje em dia,
é completar-me em amor,
em caridade, em larga alegria,
porque o resto é cisco do grande circo...
No mais,
desejo seguir seguindo grão de areia,
coletiva e pequenina no areal da infinitude,
aumentando a Fé que habita comigo,
deixando que o Amor me ame o quanto quiser...
Quiçá um dia,  
consiga descer o degrau do orgulho
e subir a escada da humildade...
Para isso – imagino –
Deus fez a maturidade,
a velhice
e o além de tudo...


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