12.8.11

TARDE DISTANTE










[Demoiselles D’avignon, Pablo Picasso]







A flor da pele
desabrocha
tinta de pintar nudez.
Pétala
por
pétala
a espátula contorna
feridas secretas
silenciando afagos.
O desejo adormece
E a tarde é cinzenta...


[jiz-12/08/2011]



3 comentários:

  1. Nas tardes distantes
    Meus pensamentos
    Pintam telas insinuantes.
    A espátula sombreia
    Meus segredos...
    Meus medos.

    Cores disformes escondem
    O desejo latente
    Envolvente...ardente
    De um Ser carente
    De tardes distantes
    DELIRANTES.

    Mas hoje............
    Hoje...tudo me afugenta
    Faz frio em meu Ser
    A tarde está cinzenta.

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  2. É final de abril.
    Enquanto a poesia segue
    colorindo outros medos,
    iluminando outros mundos,
    outros segredos meninos,
    as flores das oliveiras
    são polinizadas pelo vento...

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  3. Hoje o dia passou assim...
    É sempre o mais profundo que vive à flor da pele. Lembrei-me dessa belíssima música, na verdade, a cantarolei muitas vezes, quando à tarde se fazia cinzenta...

    "Sorri quando a dor te torturar
    E a saudade atormentar
    Os teus dias tristonhos vazios

    Sorri quando tudo terminar
    Quando nada mais restar
    Do teu sonho encantador

    Sorri quando o sol perder a luz
    E sentires uma cruz
    Nos teus ombros cansados doloridos

    Sorri vai mentindo a sua dor
    E ao notar que tu sorris
    Todo mundo irá supor
    Que és feliz"
    (Charles Chaplin)

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