30.3.11

MINHA SANTA MARIA

5 de setembro de 2011, um ano sem Maria...


Ao sopro noturno do vento, pessoas são breves momentos.


Silenciosas asas noturnas

cumpriram seu derradeiro voo...
Quedou-se noite escura
sobre terna brancura...
Aonde vais assim,
tão nua lua?
Tão só,
descalça,
despenteada,
Desamparada?
Como enxergarás
no escuro avesso
sem teus olhos,
sem meus olhos,
sem tuas velas?
Nem lavastes a suja louça!
Nem levastes
meu presente de carinho
a pelúcia, o ursinho
que reza ave-maria,
heim, minha Maria?
Como podes deixar-me triste,
só,
sozinha
no meio da rua?
Como podes
deixar-me em morte,
se me trouxestes à vida?
Como viver
sem teu verdadeiro amor?
Amor
que nunca mais nesta vida,
no breu de cá da terra?
Agora, neste torvelinho
de suspiros e ais,
terei que acender
minha própria vela
e rogar a Jesus que vele
e sustente
a chama da Fé
da filha
da filha
da sua Maria...  

[jiz]






2 comentários:

  1. Tia Janete!!
    Não foi fácil ler essa poesia com os olhos cheios de lágrimas!
    Belíssima!
    Perfeita!!
    Saudades!!!!!
    Beijos!

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  2. Lindo, forte, verdadeiro e triste.
    Sinto muito, sinto junto, sinto tudo!

    Beijo meu, Janet!

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